Ricardo Vilas, cantor, compositor, arranjador

Realizador de áudio-visual

Doutor em Antropologia, Mestre em Etnomusicologia

Ricardo Vilas inicia sua carreira musical aos dezessete anos, ainda estudante, no Rio de Janeiro, com o conjunto vocal MOMENTO QUATRO, que formou com três colegas de colégio : David Tygel, Mauricio Maestro e Zé Rodrix.

Os discos, os festivais e os prêmios se sucedem para o jovem quarteto, que se apresenta junto a grandes nomes como Edu Lobo, Chico Buarque, Milton Nascimento, Marcos Valle, Gilberto Gil, Caetano Veloso…

Com Edu, em 1967,  defendem a musica “Ponteio”, hoje um clássico da MPB, onde conquistam o 1° lugar no Festival da Tv Record, o mesmo que revelou “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”.

A carreira se anunciava promissora para o jovem quarteto, até o dia em que Ricardo, implicado na resistência contra o regime militar, é preso e depois banido para o México, em virtude do célebre seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969,  feito pela resistencia revolucionária, exigindo a liberação de quinze prisioneiros políticos, entre os quais Ricardo Vilas.

Brasil, México e, finalmente, França, onde Ricardo encontra refúgio e ambiente de trabalho.

Em Paris, forma dupla com Teca Calazans, sua companheira na vida e no palco, e leva aos teatros e cafés-concertos parisienses a contemporaneidade da MPB.

Até que são “descobertos” pelo grande cantor-compositor frances  Claude Nougaro, que convida a dupla a se apresentar na 1ª parte de seu show no Olympia de Paris, e em seguida, a participar de sua turnê que percorre toda a França. Acontece então a grande abertura para o público francês da dupla TECA e RICARDO, sucesso na França e  em diversos países europeus.

De volta ao país, com a anistia, Ricardo começa uma carreira solo e, paralelamente, trabalha como diretor musical no seriado Sítio do Picapau Amarelo, da Tv Globo, compondo, também, as músicas da trilha sonora. Ainda na Tv Globo, Ricardo Vilas compôs trilhas para várias novelas, entre as quais a inesquecível Roque Santeiro.  Na sequencia, assumiu a direção musical do Globo de Ouro, seu último trabalho na emissora.

Voltando a morar na França no inicio dos anos 90, passa a estabelecer uma ponte aérea Rio-Paris, difundindo a MPB da mais alta qualidade, no Brasil, na França e no mundo através de sua numerosa discografia, entre discos gravados no Brasil e na França. Ricardo Vilas é uma referência da música brasileira na França e em vários países da Europa.

2008, Ricardo Vilas volta a morar na sua cidade natal e no seu país, quando assume a direção musical da Tv Brasil e da EBC, da rede publica de comunicação.

Sua colaboração na EBC se encerra em janeiro de 2017, consequências sentidas na empresa pública a partir do golpe que depos a Presidente Dilma Roussef.

É conteatado pela MultiRio, empresa multimídia da Prefeitura do Rio de Janeiro, onde passa a dirigir  a Web Radio MultiRio,  cria temas e trilhas musicais para a programação ce radio e TV, e em seguida assume a direção de programas de Tv.

No segundo semestre de 2017 lança seu mais recente álbum, o Canto de Liberdade, que vem a ser o 27º de sua discografia.

Em 2018, lança o filme documentário que realizou em parceria com Stéphanie Malherbe: “Alberto da Costa e Silva, filho da África” , sobre a trajetória e a obra do historiador, diplomata e poeta, cujo trabalho sobre História da África é reconhecido e celebrado no Brasil e no mundo.

Atualmente, divide-se entre novos projetos artísticos, e o Pós-doutorado em História, na Universidade Federal Fluminense.